Discurso x prática: chapa de Rachel Magrini não respeita paridade de gênero

Diretoria da ESA oficializada por Rachel Magrini é composta somente por homens.

A paridade de gênero, medida obrigatória para as chapas que postulam os conselhos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nas eleições de novembro, não vem sendo respeitada pela chapa da advogada Rachel Magrini ao comando da OAB de Mato Grosso do Sul.

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Advogado Tiago Alves da Silva miltante petista

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Apesar de evocar o tema da representatividade em seus discursos e em todo o periodo de pré-campanha, ao anunciar os componentes da Escola Superior de Advocacia em sua gestão, Rachel Magrini nomeou apenas homens para a instituição que tem como objetivo aperfeiçoar a formação dos advogados. Na formação da ESA registrada pelo grupo de Magrini na quinta-feira (7), aparecem Alexandre Mantovani (presidente), Aurélio Tomaz da Silva Briltes (vice), Régis Jorge Júnior (secretário-geral), Tiago Alves da Silva (secretário-geral adjunto) e André Luiz Godoy Lopes (tesoureiro). A resolução que estabelece paridade de gênero e cotas raciais na OAB foi publicada no dia 14 de abril de 2021 e deve ser seguida nas próximas eleições.

Ela estabelece que homens e mulheres devem ter a mesma quantidade de assentos nas diretorias e conselhos da Ordem, e ainda que 30% dos integrantes sejam pretos e pardos. Em Mato Grosso do Sul, até agora, duas chapas estão oficialmente registradas, a de Bitto Pereira, que atende aos requisitos de cota e paridade de gênero, e a de Rachel Magrini, que antecipou a formação de sua ESA sem nenhuma mulher entre seus representantes. A chapa de Giselle Marques ainda não foi registrada.

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