PF deflagra em Alagoas operação de combate ao abuso sexual de crianças

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (19/1) a Operação Alcateia, com o objetivo de cumprir 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de busca e apreensão, nas cidades de Maceió e São Miguel dos Campos, em Alagoas.

As medidas judiciais são parte de investigação que apura o armazenamento e a disseminação de vídeos com cenas de pornografia infantil pela deepweb e por aplicativos de mensagens, bem como o estupro de vulnerável, corrupção de menores, favorecimento à prostituição de menores e facilitação de acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica.

As investigações são decorrência da análise do material apreendido durante a deflagração da operação LOBOS II, no dia 03 de dezembro de 2021. Nele, foram identificadas conversas, nas quais dois suspeitos descrevem abusos sexuais contra crianças, inclusive com gravação das cenas e compartilhamento entre ambos através de aplicativos de mensagens.

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Os presos também são suspeitos de “alugar” crianças de famílias de baixa renda ou usuárias de drogas para praticar atos sexuais, mediante pagamento em dinheiro às próprias crianças ou aos responsáveis por elas. De acordo com as investigações, os presos tinham acesso à deepweb, onde planejavam vender pacotes de fotos e vídeos das vítimas.

Um dos suspeitos já havia sido preso preventivamente durante a deflagração da operação LOBOS II, por compartilhar arquivos contendo pornografia infantil na deepweb. A partir de agora ele também será investigado pelos abusos sexuais praticados contra crianças. 

Durante as buscas foram apreendidos dois pen-drives e um smartphone que serão periciados pela Polícia Federal. O resultado da análise do material apreendido será juntado no respectivo inquérito policial.

A Polícia Federal continuará a investigar com o objetivo de identificar e localizar as crianças que foram vítimas desses crimes e responsabilizar os pais ou parentes dessas crianças que foram coniventes ou que deixaram de adotar as medidas necessárias para que esses fatos não ocorressem.   

Por fim, os presos podem responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal (armazenamento e/ou divulgação de pornografia infantojuvenil, abuso sexual, etc), com penas que, se somadas, podem chegar a 64 anos de prisão.

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