PF mira traficantes do CV em MS que lavam dinheiro em Postos de Combustíveis e Farmácias

Conforme a PF, a ação batizada de” Operação Balada”, conta com cerca de 850 Policiais federais cumprindo 247 mandados de prisão e 249 mandados de busca e apreensão, além de centenas de outras medidas cautelares, como sequestro de bens e bloqueio de contas correntes.

A inteligência da Polícia Penal, através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Estado de Minas Gerais (Sejusp-MG) colaborou com a ação com 35 policiais pelo fato de ter servidores envolvidos no esquema.

Os mandados e medidas foram expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas, Tocantins e Espírito Santo.

Modus operandi

A organização investigada operava um esquema estruturado de tráfico de drogas e preparava o material para ser vendido, utilizando insumos químicos adquiridos por meio de empresas regularmente cadastradas, como Farmácias. Em sete meses, foram comprados insumos capazes de manipular mais de 11 toneladas de cocaína.

No Triângulo Mineiro era onde o grupo criminoso armazenava a droga, que era encaminhada dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia. Após o armazenamento na região, o material era distribuído por todo o Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais.

Além de tráfico de drogas, o grupo também atuava no tráfico ilegal de armas de fogo. Durante o trabalho de investigação, foi apreendido um carregamento com 8 fuzis e 14 pistolas, em Uberlândia, em março de 2020.

As armas eram comercializadas e, em seguida, destinada à grupos especializados no tráfico de drogas e roubos a banco no Triângulo Mineiro, além de uma facção criminosa no Rio de Janeiro (RF).

Lavagem de dinheiro

Para poder dissimular a origem criminosa do patrimônio acumulado, a organização criminosa utilizava um esquema de lavagem de dinheiro, classificado pela própria PF como “sofisticado”, que utilizava empresas de fachada como Drogarias e Farmacias e a compra de postos de combustíveis, hotéis fazenda, imóveis, veículos e embarcação de luxo.

A estimativa, é de que mais de R$ 2 bilhões foram movimentados pelos investigados nos últimos dois anos. As contas bancárias, os bens identificados e cerca de 100 imóveis foram bloqueados por determinação judicial.

Nome da operação

A operação “Balada” tem esse nome pelo fato dos investigados ostentarem em redes sociais a realização de diversas festas de luxo, sendo algumas até em outros países, com altos gastos com uso de iates e carros esportivos.

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